Blog do Raul – Carreira e Gestão

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Quer viver mais? Pense sobre isso!

Postado em: 28 de julho de 2010 - 17:51

longavidaTer uma vida longa e ainda integral é um desafio para o qual a enorme maioria dos humanos não põe preço, quem pode, paga o quanto se pede. Mas já que brinquei com a imagem do Parmalat Longa Vida Integral, brinco também com o Mastercard, mas isso, não tem preço…

O site Daily Beast fez uma junção de 15 coisas que ajudam, vale dar uma olhada, sabe aquelas “simpatias” que todo mundo faz? Tipo entrar com o pé direito para uma reunião importante, é mais ou menos isso, mas todas tem pelo menos uma pesquisa científica comprovando, se quiser ler no original, clique aqui, neste blog resumo as 7 primeiras:

1) Quem tem um emprego vive mais que um desempregado:

Segundo o pesquisador Daniel Sullivan, perder o emprego aumenta entre 15 3 20% as chances de você morrer nos próximos 20 anos. Se nas condições econômicas pouco se pode fazer, não é melhor dar uma ralada extra?

2) Casados vivem mais que solteiros:

Fritjers encontrou que pessoas casadas tem expectativa de vida 15% maior do que solteiros e vivem em média, 1,17 anos a mais. Aí, cada um sabe o que faz com seu relacionamento…

3) Mulheres casadas com homens de sua idade vivem mais do que as que casam com mais jovens:

Para Sven Drefhal mulheres casadas com homens entre 7 e 9 anos a menos são obrigadas a não apenas suportar algumas piadinhas, como também um aumento de 20% no risco de mortalidade.

4) Não durma muito, além de descansar, você pode morrer!:

Isso mesmo, dormir muito também aumenta a probabilidade de morrer. O ideal é não ficar menos do que 4 horas e meia na cama e nem mais do que 8 horas e meia. Quem dorme essas 8,5 horas tem 15% mais chance de morrer do que o recomendável de, pelo menos pela pesquisa de Daniel Kripke, 7 horas.

5) Ter a cintura fina garante mais tempo de vida do que a cintura grossa:

Annemarie Koste encontrou que não é apenas uma questão de gordura, o risco à saúde tem também a ver com o formato do corpo. Homens ideais tem uma cintura de 91,5 cm, mulheres ideais, 76,2 (definidos como padrão normal). Já homens com cintura igual ou superior a 101,6 cm ou mulheres acima de 88,9 vêem seu risco de vida aumentar em 25%, mas cuidado, antes de entrar na zona de risco de vida, há a zona de risco do relacionamento…

6) Otimistas vivem mais do que os pessimistas:

Erik Giltay encontrou que os otimistas tem um risco 55% menos de morte do que os pessimistas. Quanto se pensa apenas em doenças cardíacas, pensar positivo reduz a chance de problemas em 23%

7) Quem se mexe vive mais do que quem fica sentado:

Katrien Wijndaele descobriu que não é apenas uma vida ativa que melhora, o grande inimigo é ficar sentado muito tempo. O limite máximo seriam 3 horas por dia. Quem fica mais de 8 horas sentado aumenta em 18% o risco de morte. Ou seja, para que tanta reuniões? Ou então, não é melhor ir até a mesa da pessoa do que ficar esperando comodamente chegarem até você? Se a carga de trabalho estive excessiva, não conseguir encontrar um tempo para uma fuga até a academia, levante e dê uma alongada, não é ideal, mas alivia, não só o corpo, como também a consciência.

Como disse, vale dar uma olhada na lista completa. O que isso tem a ver com o trabalho? Tudo. Uma equipe capaz de correr atrás de seus grandes desafios precisa estar com a saúde e o estado de espírito em ordem. Olhar para essa lista funciona quase que como um check-up geral.

Ninguém é!

Postado em: 19 de julho de 2010 - 15:24

O iPhone 4 e seu sucesso avassalador levaram Steve Jobs a lembrar, sempre um tombinho ajuda, que não são perfeitos. Tenho curiosidade de saber como é o dia-a-dia na Apple, foram muitos acertos, uma maré das mais positivas, capaz de mexer com o ego de qualquer um.

Agora, a possibilidade de um recall pela frente, se não sair, no mínimo, um abalo na imagem do sempre acertar tudo, talvez uma paciência a mais nos consumidores antes de se lançarem às filas para comprar a próxima novidade. Existe uma história que gosto muito, bastante explorada, mas que resolvi incluir no meu livro, é aquela do escravo que seguia embaixo do general vitorioso a se mostrar ao público. Seu papel era exclusivamente dizer: Lembra-te que és mortal. É fácil perder a conexão. Já experimentei alguns momentos na vida executiva onde é mais difícil manter o centro. Hotéis, carros, restaurantes, tudo passa, tudo muda diante de um erro. O perfeito não existe, inclusive para graça e “saudabilidade” da espécie. Para que todos tenham vez.

Não podia deixar de fazer uma pequena homenagem à Espanha. Fez poucos gols, mas não se recusou a jogar futebol, não se escondeu atrás de objetivos supostamente vitoriosos, foi lá e pegou a taça para si.

Homenagem a um revolucionário

Postado em: 29 de junho de 2010 - 9:18

swatch2 Morreu ontem o grande responsável pela revolução que aconteceu no ex-tradicional mercado de relógios, o suíço de origem e nascimento no Líbano, Nicolas Hayek. aparecia sempre com dois relógios em cada pulso, sinalizando a idéia de vários modelos, da combinação com a roupa, ou até mesmo estado de espírito.

Considero o case dos relógios suíços um dos melhores exemplos de inovação criativa. De ação do homem diante da derrocada de um mercado tradicional. A soberania suíça, num dos mercados mais cativos, foi quase dilacerada pela perseverança e objetividade japonesa, e eis que o conceito da Swatch apareceu, reacordou uma indústria e expandiu-se dela, entrando no mundo da moda, um posicionamento que poucas empresas conseguem ter. De lá, dá para se aprender muito e essa é uma homenagem das mais válidas. Ah, é claro que o Swatch Group tem também algumas marcas tradicionais, como a Omega, por exemplo. Marketeiros, olho para esta fonte!

Não tenho nada contra a subjetividade, mas ela não pode valer bilhões…

Postado em: 18 de junho de 2010 - 9:26

subjetividade 1subjetividade2

Quem já teve o prazer de visitar a Tate Modern em Londres deve ter passado pela sala dedicada ao pintor Mark Rothko. Se não o fez, na próxima não perca. Lá estão inclusive algumas obras, além da destacada acima, encomendadas para um restaurante em Nova York que não sei bem a razão, não deu certo, nobre destino. A obra de Rothko é de uma beleza grande, capaz de te colocar olhando para as sutilezas das cores, por minutos. Imagino que existam entendidos de arte que possam passar horas. É subjetivo, não fala direto com a razão humana.

Não tenho nada contra isso, quem leu meu livro Sonhar acordado lembra que falo de intuição, de ebulição interna como indicador de caminhos a tomar, não são coisas racionais. Mas nas paredes da Tate, de outros museus ou das casas, nada contra. O que acho complexo é no mundo dos negócios, ainda mais quando se trata de coisas subjetivas, neste formal universo, intangíveis.

Para ser mais claro, falo das marcas mais valiosas do Brasil. Três consultorias divulgaram os seus rankings nos últimos dias: BrandAnalytics, Brand Finance e Interbrand, utilizei o critério alfabético. Eu já havia notado a diferença, hoje o grande Clayton Netz fez a observação e ouviu os três presidentes. Uma das respostas foi componentes intangíveis: força da marca e projeção de lucro futuro. Mas o resultado não é expresso em bilhões? Existe algo menos subjetivo do que dinheiro?

Pelo menos elas “combinaram” que as marcas são as mesmas: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Petrobrás. A questão é que cada uma aponta uma marca. Olhando de fora e sem avaliação formal, concluo que o Banco do Brasil deve valer mesmo 11 bilhões de reais (a divergência entre as consultorias não passa de 600 milhões de reais…). Já Bradesco, Itaú e Petrobrás tem uma divergência muito grande, espero que não sejam clientes dessas empresas.

Vejamos: a BrandAnalytics foi de Petrobrás e para ela, a petroleira vale 19,2 bi, 1,98 vezes Brand Finance e 1,78 vezes Interbrand.

A Brand Finance foi de Bradesco que para ela vale 23,1 bi, 1,56 vezes Brand Analytics e 1,88 vezes a Interbrand.

Esta por sua vez foi de Itaú, 20,6 bi, 1,56 vezes a Brand Analytics e 1,72 vezes a Brand Finance.

Já estão longe os meus tempos de doutorado em matemática, mas desconfio que não teria obtido o meu PhD se chegasse a resultados tão discrepantes quanto esses. Provavelmente eles se conhecem e já devem até ter trabalhado juntos, seria a hora de um encontro de concorrentes para o bem da credibilidade da metodologia?

Os sonhos de uma leitora

Postado em: 08 de junho de 2010 - 16:43

sonharacordado Um autor é um sujeito vaidoso, qualquer autor, quem disser que não, ou teve o livro publicado por acaso, ou está mentindo. Trocando informações com uma leitora deste blog, a partir de um comentário feito, obtive uma resposta que considero inspiradora e tomei a liberdade de reproduzir aqui, como um exemplo da teoria por mim defendida, da necessidade de sonhar. Aproveito e divulgo o blog da leitora. Achei interessante a maneira como ela coloca o sonho e as ações para concretização:

Sonhei morar na França e realizei. Primeiro, a curto prazo aprendi francês e depois cheguei no sonho de médio prazo. Ai, voltando para o Brasil, “sonhei” não perder a fluência e me tornei tradutora de francês, naquilo que amo: o cinema.

 Com o “free” na Versátil Home Vídeo eu contemplo este sonho, o da fluência e ainda complemento um outro: viajar pelo menos uma vez por ano.

 No ano passado sonhei passar meu aniversário num castelo, no Val de la Loire e passei em Chambord… ou seja, o sonho para mim é aquele realizável.

Não vou sonhar ter um iate, porque não terei e nem gosto tanto assim de mar!

 Acredito que melhor coisa que se pode dar às pessoas é a cultura. Sou apaixonada pela pintura, escultura, cinema, literatura. E sobretudo não acredito em conhecimento que morre com a pessoa, desperdiçado, não compartilhado.

 Portanto, sonhei divulgar a cultura e ai, pronto! No ano passado lancei um Blog. Nele, em uma matéria: como aproveitar o tempo, conto alguns dos meus sonhos… leia! www.mundodececi.com

 O que eu estou fazendo para realizá-los: o Blog é um passo, escrever continuamente é outro, depois e depois…outros sonhos serão alcançados como parte de um sonho maior, mais distante…

 Resumindo: sonho compartilhar o que sei e gosto com pessoas que talvez nunca olhassem para o que eu olho e a realização do sonho é quando uma destas pessoas me escreve que adorou o que leu, que não sabia isto ou aquilo…

 

Eia aí uma corrente positiva. Alguém mais se habilita a dizer com o que anda sonhando?

Pela primeira vez a Apple vale mais do que a Microsoft

Postado em: 26 de maio de 2010 - 20:03

steve jobs 1steve jobs 2 O garoto da esquerda sonhava mudar o mundo, berrava com todos e acabou demitido da própria empresa que fundou. O homem da direita, chamado de volta para a empresa, continua gritando com muitos, mas seguiu seus instintos e depois de quase se ver extinto, sobreviveu a doença para ver sua maçã passar a janelinha do Gates.

Dois gênios de uma mesma geração, um acostumou a ganhar, o outro a ser o perdedor bacana, depois de décadas, parece que a coisa mudou. Não dá para dizer que quem ri por último, ri melhor, porque estamos longe do final, mas que dá para dizer que tem um monte de gente de jeans, camiseta e tênis rindo dos engravatados, há isso tem. Ou seja, o mundo do design parece que ainda consegue competir com a planilha dos números e toda a funcionalidade e recursos. Parece que a simplicidade se impôs, a beleza do traço sobre a beleza da potência, a intuição ganhando espaço da técnica. O melhor é que os dois mundos se conversem, aí sim, teremos uma sociedade mais completa.

Jobs e Gates se completam, formaram exércitos concorrentes, mas fazem parte da mesma turma, basta que um lado consiga enxergar que tem também o outro. Agora é a vez de Jobs surfar, os descolados vão colocar os nerds para trabalhar para eles?

O mais incrível é que tem analista sério e competente que previu a morte da Apple. E nem estou falando de alguns mal intencionados que manipulam relatórios de acordo com interesse de suas posições.

No dia que a Apple passa a Microsoft em seu valor de bolsa, é impossível comprar um iPad em Nova York, sold out. Talvez Jobs esteja rindo e pensando que mais do que ninguém sabe o quanto é preciso sonhar e persistir, mesmo que digam que você está errado, ele, não estava…

Geração Y: bem-vinda

Postado em: 19 de maio de 2010 - 20:38

A Ivana do blog Geração X, Y… Comunicação de Gerações passou por aqui e viu uma boa oportunidade de divulgar o que fazem, clique aqui.

Como digo no Sonhar acordado, procurei sempre ficar perto dos jovens, principalmente como fonte de aprendizado. Às vezes eles requerem paciência, não sabem nem de longe tudo que acham que sabem, mas tem uma energia e alguns, uma vontade de aprender, incrível.

Não custa lembrar que também escrevi o livro pensando neles. Principalmente que sempre é bom lembrar que ganhar dinheiro e ser bem-sucedido, tem um preço razoável, muito trabalho.

Entender a cabeça de quem tem!

Postado em: 17 de maio de 2010 - 13:37

mastering the vc game

   Eis um novo livro sobre o mundo do Venture Capital. Um mundo desconhecido até bem pouco tempo no Brasil, apesar de termos alguns guerreiros antigos, o panorama econômico do país pouco permitia a formação destes fundos. Hoje a realidade é outra. E melhor, os profissionais desses fundos dão as caras, aparecem na mídia, começam a explicar como operam.

Ainda são dezenas os casos de empresas que receberam investimentos de fundo e depois abriram seu capital na Bovespa, daqui a pouco serão centenas, e o movimento tende a crescer, em conjunto com a economia brasileira. Mas já são centenas, talvez milhares os casos de fundos que encontram saída na venda para outros fundos ou então para outras empresas.

A deficiência maior no país é de anjos, VCs com bolso e ambição menor, pessoas físicas, onde o investimento é menor e o risco maior, mas já está na hora de alguém lançar um livro da cabeça do VC brasileiro, alguém que ficou reprimido e impedido de atuar por tanto tempo. Quem se habilita???

Adiante, é para onde se precisa olhar!

Postado em: 29 de abril de 2010 - 10:27

imagem
A Virgília, editora do meu livro Sonhar acordado, lançou uma nova obra das mais interessantes, de dois professores radicados na Europa, Mario Raich e Simon Dolan. É o livro Adiante: as empresas e a sociedade em transformação.
O livro aborda as mais significativas transformações que estão impactando o mundo atual. É escrito para homens de negócios, mas aborda o mundo de uma visão completamente holística. Apresenta as questões e as respectivas “sementes da solução”, um belo ponto de partida para olhar para os negócios e nossa vida pessoal com insights e inspiração.

Eis as áreas principais e os temas centrais:

Área                                      Tema

Sociedade                              Migração demográfica

Política                                  Conflitos armados

Religião                                 Espiritualidade

Ambiente                               Degradação dos ecossistemas

Ciência e tecnologia              Realidade virtual

Trabalho e negócios              Energia, Recursos humanos

Visão holística e sistêmica     Realidade virtual

Além desses temas existem quadros resumos de pensamento e entrevistas com pessoas como: Al Gore, Henry Mintzberg, Belmiro Azevedo e Fabio Barbosa, entre tantos outros. Recomendo a leitura.

Uma marca e seus consumidores

Postado em: 13 de abril de 2010 - 12:24

post 4.4 nike

Uma vez um amigo contou que o consultor Oscar Motomura da empresa de treinamento e desenvolvimento Amana-Key entregava ou entrega, ao final dos cursos uma bolsa com vários livros cujos temas foram discutidos ou estão relacionados ao que acha que os executivos devem refletir. Na bolsa não há nenhum logotipo da empresa por uma simples razão: nunca se sabe os caminhos que um brinde pode tomar e eles discutiram e optaram por não correr riscos de ver o logo da empresa em situações complicadas.

No último post discuti sobre a questão do Tiger Woods, depois observei na imprensa que, devido a facilidade do anúncio, circularam no YouTube várias versões com outras vozes, algumas mais maldosas, com simulações das vozes das supostas causadoras dos problemas com a esposa. A quem isso atinge? Apenas o ídolo? Respinga na Nike? Alguém deve ter feito esta conta e tomado este risco, mas é sempre possível ser surpreendido pelo criatividade das pessoas.

E corroborando um pouco a tese do Motomura exposta acima, a mesma empresa que investiu no comercial do Tiger Woods ganhou hoje destaque na primeira página dos jornais brasileiros, aí de forma inocente. Um político preso por dois meses e libertado ontem foi fotografado com uma camiseta onde o logo aparece muito claramente.

Com certeza não era esse o tipo de exposição gratuita a ser comemorada. Mas parece que neste caso brasileiro não há uma associação tão negativa, nem todos cuidam de suas marcas como a Amana, já no caso do golfista, os consumidores sabem que a empresa sabia e resolveu correr os riscos. Não tenho certezas, mas se fosse o presidente da Nike preferia que as cópias piratas e alteradas e toda essa discussão não tivessem acontecido. O velho ditado vale? Falem mal, mas falem de mim?