
O garoto da esquerda sonhava mudar o mundo, berrava com todos e acabou demitido da própria empresa que fundou. O homem da direita, chamado de volta para a empresa, continua gritando com muitos, mas seguiu seus instintos e depois de quase se ver extinto, sobreviveu a doença para ver sua maçã passar a janelinha do Gates.
Dois gênios de uma mesma geração, um acostumou a ganhar, o outro a ser o perdedor bacana, depois de décadas, parece que a coisa mudou. Não dá para dizer que quem ri por último, ri melhor, porque estamos longe do final, mas que dá para dizer que tem um monte de gente de jeans, camiseta e tênis rindo dos engravatados, há isso tem. Ou seja, o mundo do design parece que ainda consegue competir com a planilha dos números e toda a funcionalidade e recursos. Parece que a simplicidade se impôs, a beleza do traço sobre a beleza da potência, a intuição ganhando espaço da técnica. O melhor é que os dois mundos se conversem, aí sim, teremos uma sociedade mais completa.
Jobs e Gates se completam, formaram exércitos concorrentes, mas fazem parte da mesma turma, basta que um lado consiga enxergar que tem também o outro. Agora é a vez de Jobs surfar, os descolados vão colocar os nerds para trabalhar para eles?
O mais incrível é que tem analista sério e competente que previu a morte da Apple. E nem estou falando de alguns mal intencionados que manipulam relatórios de acordo com interesse de suas posições.
No dia que a Apple passa a Microsoft em seu valor de bolsa, é impossível comprar um iPad em Nova York, sold out. Talvez Jobs esteja rindo e pensando que mais do que ninguém sabe o quanto é preciso sonhar e persistir, mesmo que digam que você está errado, ele, não estava…
Gosto desta imagem de exércitos concorrentes enxergando o outro. E especialmente gosto de simplicidade que se impõe, mundos que se conversam e que resultam em gente, sociedade completa.
Abs
Cecilia