O iPhone 4 e seu sucesso avassalador levaram Steve Jobs a lembrar, sempre um tombinho ajuda, que não são perfeitos. Tenho curiosidade de saber como é o dia-a-dia na Apple, foram muitos acertos, uma maré das mais positivas, capaz de mexer com o ego de qualquer um.
Agora, a possibilidade de um recall pela frente, se não sair, no mínimo, um abalo na imagem do sempre acertar tudo, talvez uma paciência a mais nos consumidores antes de se lançarem às filas para comprar a próxima novidade. Existe uma história que gosto muito, bastante explorada, mas que resolvi incluir no meu livro, é aquela do escravo que seguia embaixo do general vitorioso a se mostrar ao público. Seu papel era exclusivamente dizer: Lembra-te que és mortal. É fácil perder a conexão. Já experimentei alguns momentos na vida executiva onde é mais difícil manter o centro. Hotéis, carros, restaurantes, tudo passa, tudo muda diante de um erro. O perfeito não existe, inclusive para graça e “saudabilidade” da espécie. Para que todos tenham vez.
Não podia deixar de fazer uma pequena homenagem à Espanha. Fez poucos gols, mas não se recusou a jogar futebol, não se escondeu atrás de objetivos supostamente vitoriosos, foi lá e pegou a taça para si.