Blog do Raul – Carreira e Gestão

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Adiante, é para onde se precisa olhar!

Postado em: 29 de abril de 2010 - 10:27

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A Virgília, editora do meu livro Sonhar acordado, lançou uma nova obra das mais interessantes, de dois professores radicados na Europa, Mario Raich e Simon Dolan. É o livro Adiante: as empresas e a sociedade em transformação.
O livro aborda as mais significativas transformações que estão impactando o mundo atual. É escrito para homens de negócios, mas aborda o mundo de uma visão completamente holística. Apresenta as questões e as respectivas “sementes da solução”, um belo ponto de partida para olhar para os negócios e nossa vida pessoal com insights e inspiração.

Eis as áreas principais e os temas centrais:

Área                                      Tema

Sociedade                              Migração demográfica

Política                                  Conflitos armados

Religião                                 Espiritualidade

Ambiente                               Degradação dos ecossistemas

Ciência e tecnologia              Realidade virtual

Trabalho e negócios              Energia, Recursos humanos

Visão holística e sistêmica     Realidade virtual

Além desses temas existem quadros resumos de pensamento e entrevistas com pessoas como: Al Gore, Henry Mintzberg, Belmiro Azevedo e Fabio Barbosa, entre tantos outros. Recomendo a leitura.

Uma marca e seus consumidores

Postado em: 13 de abril de 2010 - 12:24

post 4.4 nike

Uma vez um amigo contou que o consultor Oscar Motomura da empresa de treinamento e desenvolvimento Amana-Key entregava ou entrega, ao final dos cursos uma bolsa com vários livros cujos temas foram discutidos ou estão relacionados ao que acha que os executivos devem refletir. Na bolsa não há nenhum logotipo da empresa por uma simples razão: nunca se sabe os caminhos que um brinde pode tomar e eles discutiram e optaram por não correr riscos de ver o logo da empresa em situações complicadas.

No último post discuti sobre a questão do Tiger Woods, depois observei na imprensa que, devido a facilidade do anúncio, circularam no YouTube várias versões com outras vozes, algumas mais maldosas, com simulações das vozes das supostas causadoras dos problemas com a esposa. A quem isso atinge? Apenas o ídolo? Respinga na Nike? Alguém deve ter feito esta conta e tomado este risco, mas é sempre possível ser surpreendido pelo criatividade das pessoas.

E corroborando um pouco a tese do Motomura exposta acima, a mesma empresa que investiu no comercial do Tiger Woods ganhou hoje destaque na primeira página dos jornais brasileiros, aí de forma inocente. Um político preso por dois meses e libertado ontem foi fotografado com uma camiseta onde o logo aparece muito claramente.

Com certeza não era esse o tipo de exposição gratuita a ser comemorada. Mas parece que neste caso brasileiro não há uma associação tão negativa, nem todos cuidam de suas marcas como a Amana, já no caso do golfista, os consumidores sabem que a empresa sabia e resolveu correr os riscos. Não tenho certezas, mas se fosse o presidente da Nike preferia que as cópias piratas e alteradas e toda essa discussão não tivessem acontecido. O velho ditado vale? Falem mal, mas falem de mim?

Existe limite na união de uma marca e um ídolo?

Postado em: 12 de abril de 2010 - 12:42

Há uma discussão nos Estados Unidos sobre a nova campanha da Nike que envolve o ídolo Tiger Woods, para os que não sabem, duvido que exista um ser humano que não acompanhou a sequência de atitudes da ex-/mulher do jogador, uma ex-modelo sueca, diante de um comportamento pouco público de um dos maiores ídolos de um esporte que envolve não só muito dinheiro, como também muito glamour, e costuma ser bem visto para carreiras em vários setores da economia. Conheço pessoas que equivocadamente investem mais em se aprimorar no golfe do que em gestão.

Mas voltando para Woods e a tal campanha, é um filme de 30 segundos onde o atleta, voltou recentemente ao esporte e alguns de seus patrocinadores o abandonaram, tem a câmera focada nele, aparecendo o logo da empresa no boné e na camiseta pólo, e escutando as perguntas de seu falecido pai. O ponto alto é a pergunta: “Tiger, você aprendeu alguma coisa com tudo isto?” Um tanto moral e mistura do público e privado no contexto mercadológico? Esta é a minha opinião, costumo acreditar que não vale a pena misturar o público e o privado, ainda mais sem ter a certeza da cura… A emenda pode sair pior do que o soneto, Tiger colocou em torno de si uma pressão maior. A Nike, marca de personalidade forte, embarcou nessa jornada de risco, tem vários outros patrocinados, inclusive o suposto bom moço Roger Federer, sempre terá para si a possibilidade de explorar “as fraquezas humanas, tão humanas”, mas é um cruzamento perigoso de uma sociedade que parece nunca se cansar de tanto se expor.

Sonhar acordado te dá um livro

Postado em: 07 de abril de 2010 - 13:21

capainternet

    Eu e a torcida do Corinthians, ressalvo que apesar de tudo sou palmeirense, temos ouvido muito falar das ações em mídias sócias. Resolvi então fazer um teste e estou através do meu twitter fazendo uma promoção.

Não foi à toa que escolhi o título do meu livro. O sonho tem um significado enorme na minha vida, se não fossem eles, provavelmente estaria ainda em Santos, nada contra, mas não teria dado um giro tão desafiador pelo mundo.

 Na campanha vamos escolher as três melhores respostas para as perguntas:

1) Que sonho te move?

2) O que você faz por ele?

Veja no meu twitter, link ao lado os detalhes, ou então no www.twitter.com/raulrosenthal, você tem até 21 de abril para enviar resposta, se contar para os amigos, melhor…

iPad, paixão e razão em torno de um produto

Postado em: 05 de abril de 2010 - 12:34

Post 4.1

É inegável o espaço que a Apple ocupa na vida contemporânea, sou usuário do iPhone, tenho também um MacBook e um fã do design da empresa. É claro que há muito benefício pela disputa contra o “gigante” Golias, Microsoft e empresas Windows que quase sufocaram a Apple no passado, acredito que nessas disputas, a emoção direciona para a empresa de Jobs, alguns “nerds” de TI, mantém a enorme maioria das empresas nos PCs…

Na semana passado nos Estados Unidos iniciou-se mais um round da disputa pelo território virtual, na música, a empresa não deixou para ninguém, no livro, a Amazon se preparou, as editoras estão atentas para não terem o mesmo destino das gravadoras, o jogo é diferente.

Não se sabe o verdadeiro potencial de adoção imediata do iPad, muitos apostam que os tablets serão o futuro, alguns protestam que o aparelho está capenga, faltam funções. Agora para alguns o Kindle, também criticado no seu lançamento, mas motivo de um esforço forte da Amazon, diga-se de passagem informações sem números, parece um ótimo concorrente.

Além de produtos, estão em jogos dois modelos de negócios, a forma da indústria do livro precificar. As editoras brigaram com a Amazon que passou a utilizar o ativo das editoras para formar e criar um mercado, invadindo mesmo a seara delas. Não aceitam a imposição de preço que ela tenta impor, tampouco o percentual do preço pago pelo consumidor. A Apple sinalizou a possibilidade de deixar a formatação de preços por conta dos editores e se limitar a um percentual bem menor das vendas. É só o início, mas é claro que existe por parte da mídia a necessidade e a vontade de dar aos produtos um “share de exposição” muito maior do que o “share de adoção” na vida prática.

A mídia também precisa parecer saber mais do que sabe…

 Ah, no primeiro dia, apenas 60.000 livros à disposição. Muita coisa vai acontecer, torço que entre elas, as pessoas passem a ler mais!

Alemães podem ser punidos pela disciplina e ameaçar o Euro

Postado em: 31 de março de 2010 - 10:08

post 3.12 alemanha

Poucos povos na história da humanidade aceitariam “cortar na própria carne” do presente visando um futuro melhor. Os alemães conseguiram, aceitaram redução relativa de salário para enfrentar os níveis muito menores praticados na Ásia e manter os seus empregos. Visão de futuro? Sim, mas é óbvio que além dela, uma disciplina muito forte. Capaz também de suportar uma redução de direitos trabalhistas. É claro que estão em um estágio muito mais avançado, um alemão médio tem um nível de vida mais equilibrado e cheio de bem-estar que um brasileiro, consegue usufruir de serviços públicos totalmente inexistentes por aqui. Mas isso não deve tirar-lhes todos os méritos.

A “raridade” é tanta que na problemática Europa, só os alemães fizeram a lição de casa, já falei aqui e no meu Twitter de alguns problemas dos Piigs (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), e da total força política, e talvez desejo da sociedade como um todo, de agir nessa direção. E o fato dos alemães terem feito agravou a situação do Euro, com a unidade monetária os países não conseguem por meio de desvalorização cambial fazer suas compensações, a Inglaterra, fora do Euro, apelou para este recurso. Fazendo uma desvalorização não dependeu de um aumento de produtividade para voltar a ser competitiva.

Os alemães, cientes das dificuldades, passaram também a consumir menos. Assim contribuíram ainda mais para as dificuldades do Euro. Será que ele vai continuar? Pelo menos na época digital, viajar pela Europa com dinheiro virtual é bem mais fácil do que os antigos e caros câmbios que precisavam ser feitos a cada mudança de país.
É num mundo integrado, nem a virtude individual é suficiente, é preciso uma ação conjunta!

China x Google? Até onde o mercado agüenta?

Postado em: 29 de março de 2010 - 12:47

post 3.11 muralha

A recente disputa entre o Google e o governo chinês é nada diante do que pode estar por vir. O site de buscas já havia se sujeitado as políticas de censura do governo “comunista”, a coisa apertou e mudaram-se para Hong Kong. O que está por trás disto tudo?

Na minha visão um fato interessante a ser avaliado é a “capacidade de mercado” do povo chinês. Até quando suportarão viver nas condições em que vivem, no mínimo, pouco escolhem sobre seu futuro. A situação melhora, mas tudo de acordo com a visão dos poucos que controlam os rumos. Isso não tem precedentes na história da humanidade, como já dizia o ex-presidente americano Abraham Lincoln no século XIX: É possível enganar algumas pessoas todo o tempo; é também possível enganar todas as pessoas por algum tempo; o que não é possível é enganar todas as pessoas todo o tempo.

Ou seja, em algum momento o número de chineses que também vai querer opinar e ter consciência será capaz de ditar os rumos do país, daí esse movimento vai exigir maior coordenação e a consideração das individualidades. Nem crescimento econômico é capaz de justificar não-escolhas por tanto tempo. A conferir…

O Futebol e a grana

Postado em: 26 de março de 2010 - 9:57

post 3.10 futebol

Segundo matéria do Valor Econômico desde 2007 a receita dos 21 maiores clubes brasileiros ultrapassou a casa do bilhão, 1,36 e 1,42 em 2008. O ranking é o seguinte (em milhões):

1)      São Paulo – 160
2)      Internacional – 142
3)      Palmeiras – 138
4)      Flamengo – 118
5)      Corinthians – 117
6)      Grêmio – 99
7)      Cruzeiro – 94
8)      Fluminense – 66
9)      Santos – 65
10)   Atlético Mineiro – 57
11)   Vasco da Gama – 52
12)   Botafogo – 51
13)   Portuguesa de Desportos – 47
14)   Atlético PR – 44
15)   Coritiba – 37
16)   Figueirense – 28
17)   São Caetano – 24
18)   Náutico – 19
19)   Vitória – 18
20)   Paraná Clube – 17
21)   Barueri – 17

 

A composição dessas receitas tem a seguinte origem:
1)      Transferência de jogadores – 28%
2)      Cotas de TV – 24%
3)      Social e amador – 13%
4)      Patrocínio e publicidade – 12%
5)      Outras receitas – 12%
6)      Bilheteria – 11%

Mas se os números começam a crescer, ainda ficam muito atrás do futebol inglês, ou espanhol, se bem que o futebol enfrenta problemas no mundo todo. Qualquer hora vai ficar clara a crise, vários clubes se endividaram ou receberam recursos de fontes duvidosas.

Não tenho dúvidas que muita coisa precisa mudar na gestão dos clubes, o difícil é que há sempre um componente de paixão envolvido. Adoraria ter nas empresas onde trabalhei e trabalho, e olha que me considero bom em montar equipes, pessoas tão apaixonadas quanto se tem num clube de futebol, seja na direção, algumas vezes até no time (isso no futebol) e na torcida, os consumidores.

A Copa da África vai fazer muita coisa ser repensada, é claro que o futebol atingiu uma grande escala mundial, mas menos do que se imagina possível para um país com os problemas da África do Sul. Por aqui, segue complicado ir ao estádio, razão da bilheteria ser o que menos contribui para as receitas e ainda são poucos os times que tem estrutura para revelar de forma consistentes grandes valores. Nas empresas acontece o mesmo, recorrer a headhunters e gente de fora é quase sempre muito mais caro do que formar talentos. Aliás, está na hora das equipes pensarem em formar talentos nas diretorias e na gestão profissional, a grana tá fica alta para administrações mambembes.

O Brasil e as crises. Quem diria que seríamos exemplo…

Postado em: 23 de março de 2010 - 13:11

oito-seculos

A sociedade americana está dividida. O presidente Obama já aprendeu que empolgação de campanha não é suficiente para manter popularidade, ainda mais em tempos bicudos, fazia anos que os Estados Unidos, a América, como dizem, não sentia-se tão ameaçada, tão insegura em relação ao futuro.

Tanto é que o plano de integração de todos os americanos aos benefícios da saúde acabou se transformando numa grande batalha, aprovada por cinco votos e considerada pelos republicanos o ponto de combate para vencer as próximas eleições, ou seja, a sociedade não estava a favor da extensão e da inclusão, preocupada com o próprio bolso. Obama se defende e acha que quando todos entenderem o plano, sim, lá também a população não sabe direito o que se passa no congresso, a resistência será menor. A ver…

O movimento Tea Party parece longe de sossegar, em artigo no Estado de ontem, David Brooks do The New York Times, expõe a possível cisão da sociedade americana e traz as idéias do escritor britânico Philip Blond de reforma do Estado, para ele, completamente válidas para a América. Em referência à Grã-Bretanha, Blond diz: “O Estado de bem-estar e o Estado de mercado são agora dois fracassos defuntos e mutuamente respaldados”. A solução só poderia ser: “restauração e criação de associação humana, e a elevação da sociedade e do povo que a forma a sua devida posição central e soberana”.

Daí seriam necessárias três grandes reformas econômicas: “remoralizar o mercado, relocalizar a economia e recapitalizar os pobres. Para isso, deveria existir legislação capaz de criar um zoneamento onde os pequenos lojistas tivessem uma chance contra os gigantes do varejo, reduzir barreiras à entrada de novas empresas, revitalizar bancos locais, encorajar a divisão da propriedade com empregados, criar fundos de capital locais para que associações comunitárias possam investir em empresas locais, premiar poupanças, eliminar regulamentos que socializam o risco e privatizam o lucro e reduzir os subsídios que fluem de governos grandes e empresas grandes”.

Ou seja, parece que é a lição de cada do Brasil, mas não é, é a lição de casa também para as duas últimas grandes potências, a líder mundial do século XIX e a do século XX e início de XXI. Para ele, a única maneira de restaurar a confiança é trabalhar a comunidade local. Isso aqui é um problema adicional, dado as circunstância de segurança e a separação que também se cria na sociedade brasileira. É hora de brecarmos a imitação, pular um estágio e voltar a integração natural, é preciso encontrar um jeito de reduzir as diferenças, antes que elas aumentem e inviabilizem um futuro mais promissor. Está na hora de cada um fazer a sua parte.

O que está acontecendo com o Tio Sam? E o Brasil com isso?

Postado em: 22 de março de 2010 - 10:16

post 3.8 Tio Sam

A sociedade americana está dividida. O presidente Obama já aprendeu que empolgação de campanha não é suficiente para manter popularidade, ainda mais em tempos bicudos, fazia anos que os Estados Unidos, a América, como dizem, não sentia-se tão ameaçada, tão insegura em relação ao futuro.

Tanto é que o plano de integração de todos os americanos aos benefícios da saúde acabou se transformando numa grande batalha, aprovada por cinco votos e considerada pelos republicanos o ponto de combate para vencer as próximas eleições, ou seja, a sociedade não estava a favor da extensão e da inclusão, preocupada com o próprio bolso. Obama se defende e acha que quando todos entenderem o plano, sim, lá também a população não sabe direito o que se passa no congresso, a resistência será menor. A ver…

O movimento Tea Party parece longe de sossegar, em artigo no Estado de ontem, David Brooks do The New York Times, expõe a possível cisão da sociedade americana e traz as idéias do escritor britânico Philip Blond de reforma do Estado, para ele, completamente válidas para a América. Em referência à Grã-Bretanha, Blond diz: “O Estado de bem-estar e o Estado de mercado são agora dois fracassos defuntos e mutuamente respaldados”. A solução só poderia ser: “restauração e criação de associação humana, e a elevação da sociedade e do povo que a forma a sua devida posição central e soberana”.

Daí seriam necessárias três grandes reformas econômicas: “remoralizar o mercado, relocalizar a economia e recapitalizar os pobres. Para isso, deveria existir legislação capaz de criar um zoneamento onde os pequenos lojistas tivessem uma chance contra os gigantes do varejo, reduzir barreiras à entrada de novas empresas, revitalizar bancos locais, encorajar a divisão da propriedade com empregados, criar fundos de capital locais para que associações comunitárias possam investir em empresas locais, premiar poupanças, eliminar regulamentos que socializam o risco e privatizam o lucro e reduzir os subsídios que fluem de governos grandes e empresas grandes”.

Ou seja, parece que é a lição de cada do Brasil, mas não é, é a lição de casa também para as duas últimas grandes potências, a líder mundial do século XIX e a do século XX e início de XXI. Para ele, a única maneira de restaurar a confiança é trabalhar a comunidade local. Isso aqui é um problema adicional, dado as circunstância de segurança e a separação que também se cria na sociedade brasileira. É hora de brecarmos a imitação, pular um estágio e voltar a integração natural, é preciso encontrar um jeito de reduzir as diferenças, antes que elas aumentem e inviabilizem um futuro mais promissor. Está na hora de cada um fazer a sua parte.